Archive for Fevereiro, 2008

Raul Castro sucede ao seu irmão Fidel

Fevereiro 24, 2008

fidel-e-rui-castro.jpg

Fábio Canceiro

O general Raul Castro, de 76 anos, foi nomeado presidente de Cuba, sucedendo no cargo ao seu irmão Fidel, segundo noticiam as agências internacionais em Havana.
A agência EFE cita parlamentares cubanos que informam que Raul Castro encabeça a lista única de candidatos ao Conselho de Estado, principal autoridade do país, apresentada perante a Assembleia Nacional, que irá votá-la nas próximas horas no Palácio das Convenções, na capital cubana.
Raul Castro terá a seu lado como vice-presidente José Ramón Machado Ventura.
Esta é a primeira transição na liderança cubana desde Janeiro de 1959, quando os irmãos Castro derrubaram o ditador Fulgencio Batista
Fidel Castro que esteve 59 anos e 55 dias no poder, afasta-se da presidência aos 81 anos devido a problemas de saúde.

Fonte: Lusa

Polícia saudita detém mulher por conversar no café com um colega

Fevereiro 24, 2008

images-new-york-2004-starbucks-700x700.jpg

Fábio Canceiro

A polícia religiosa saudita apresentou na segunda feira aos jornais a sua versão da detenção de uma mulher norte-americana e do seu colega no café Starbucks o que provocou uma nova onda de críticas às políticas de segregação por género praticadas naquele país.
A detenção da mulher, conhecida nos meios de comunicação locais Yara, pela polícia religiosa saudita, foi polémica. Um escritor saudita condenou esta acção e considerou-a “um rapto” e um grupo de direitos humanos locais pediu explicações à polícia religiosa.
“A lei islâmica não nega a proibição de uma mulher se sentar com um homem que não é seu parente e trocar palavras e sorrisos com ele”, disse Abdullah al- Shithri da Comissão para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício aos jornais sauditas.
A Comissão disse que enviou os seus homens a Starbucks depois de receber a informação de que um homem estava sentado com uma mulher que “lhe mostrava o cabelo e estava maquilhada.
Familiares próximos da mulher negaram que esta estivesse maquilhada e dizem que vestia uma burca negra.
A história de Yara, que surgiu no jornal Arab News, em língua inglesa, é um de vários incidentes que têm vindo a envolver esta Comissão. O ano passado, membros da polícia religiosa foram visados em dois casos distintos que envolveu a morte de um homem que se encontrava sob custódia da comissão
Em 2007, um grupo de raparigas que foram violadas, foram condenadas a seis meses de prisão e a noventa chicotadas por estarem num carro com homens desconhecidos.
A polícia política tem vindo a reforçar as rigorosas regras que pautam a conduta e o estilo de vida Islâmico. A polícia patrulha todos os locais públicos para assegurar que as mulheres estão cobertas e sem maquilhagem e que os homens não se misturam com elas. As lojas fecham cinco vezes por dia para orações.
Vários sauditas dizem que apoiam a comissão porque esta se rege pelos versos do Alcorão, contudo admitem que muitas vezes os seus membros “vão mais além do seu dever” e que por isso esta deve ser regulada.
Yakin Erturk, investigador especial das Nações Unidas para a violência contra as mulheres, disse, que o caso de Yara era “um claro exemplo de tortura”. “Ela foi humilhada e tratada ilegalmente”, de acordo com o jornal Arab News.
A Sociedade Nacional da Arábia Saudita para os Direitos Humanos disse querer saber porque é que o membro da comissão, no momento da detenção, não levava nenhuma escolta, nem um distintivo de identificação.
De acordo com familiares, Yara, de 37 anos e natural de Salt Lake City, estava no restaurante a verificar a sua conexão de Internet sem fios, quando um colega sírio se juntou a ela na secção familiar do café destinada a mulheres e família.
Teria sido nesta altura que outro homem apareceu e lhe perguntou se o homem com quem Yara estava sentada era seu marido. Quando Yara disse que não, o homem disse que cometia um grande pecado e que teria de assinar uns papéis que estavam num táxi á sua espera. Perante a recusa da mulher em entrar no veículo, o homem disse que “era do governo”, contam os familiares.
Sem telefone que tinha sido tirado pelo membro da comissão Yara não conseguiu contactar o marido. Foi levada para a sede da comissão e obrigada a sentar-se num jipe sem bancos com um clérigo muçulmano que lhe dizia que iria ser queimada no inferno pelo seu pecado.
Em vez de ser solta, Yara foi conduzida à cadeia Malaz em Riade, onde foi obrigada a tirar a roupa numa casa de banho suja, a agachar-se várias vezes e a vestir uma roupa deixada para ela num andar sujo. Facto que a comissão nega
Yara viria a ser libertada 5 horas depois da sua detenção.

Jovem argentina dá à luz trigémeos

Fevereiro 24, 2008

trigemeos.jpg

Fábio Canceiro

Uma jovem argentina de 16 anos, que foi mãe pela primeira vez aos 14 de um rapaz, deu esta terça feira à luz trigémeos, menos de dois anos depois de ter tido outras três filhas num parto múltiplo.
As bebés, com um peso médio de 1,7 quilogramas, nasceram por cesariana, depois de sete meses de gestação. Foram colocadas em incubadoras, sendo que uma delas necessita de mais cuidados, informou José Oviedo, subdirector da Maternidade Provincial da cidade de Córdoba.
A jovem, de seu nome Pamela, teve o seu primeiro filho com 14 anos. Em Julho de 2006 teve três meninas que apesar de terem nascido também com sete meses estão de boa saúde.
De acordo com a jovem, os filhos são de três pais diferentes e nenhum deles assumiu a paternidade, o que a obriga a faltar à escola para tratar deles com a ajuda da sua mãe.
A mãe diz que depois do primeiro parto múltiplo, solicitaram que ligassem as trompas da jovem, ou que colocassem um dispositivo intra-uterino, mas sem sucesso pelo facto da rapariga ser menor de idade.
Apesar da família receber ajuda do município e do hospital regional e de viver numa casa cedida pelo governo, a mãe de Pamela diz que quando soube da nova gravidez da filha, a sua situação económica tornou-se “desesperante”.
“Eu recebo uma pensão e sou empregada doméstica, mas com mais três crianças não sei como me vou safar”, confessou a mãe de Pamela.
“A Pamela só me tem a mim. É uma boa mãe, mas ainda é muito nova”.
No historial médico de Pamela está também registado um aborto involuntário antes de ter tido o seu primeiro filho